
No matter the price! /BrideMateus 04: 08 - 10
Alguém que se proponha a uma carreira hoje deve pensar em diversos aspectos desse projeto de vida. Seu plano de carreira, estabilidade profissional, bem estar e qualidade de vida entre outros. Ouvimos então muito sobre gratificações financeiras. Quanto ganharemos, por quanto tempo teremos, quanto lucraremos. Qual o real sentido nisso?
Se é que reconhecemos nossas obrigações aqui na Terra como homens, cheios de infinitas necessidades, por isso sempre preocupados em como nos manteremos e continuaremos honestamente de pé, como reconhecemos nossos deveres cristãos temos em mente uma constante memória que possuímos uma dívida de alto preço.
Na cruz, Jesus pagou o preço do pecado de nossas vidas morrendo em nosso lugar. Dívida inicial paga. Mas em Mateus 28:19 ele nos deixa uma missão: Ide (no hebraico => indo, sentido de por onde for) por todo mundo e fazei discípulos de todas as nações batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O valor de nossa dívida passa então a ser o preço da missão dada por Cristo.
Nos importamos por muitas vezes com o valor de bens que ambicionamos, de um futuro que planejamos e nessa multidão de sonhos e planos materiais em dado momento nos encontramos com Jesus, que nos delega essa missão. Se de pronto nos lançamos em direção a isso, Deus logo nos mostra direções e rapidamente age em nosso favor dentro de Sua obra.
Mas, infelizmente, como humanos titubeamos e prolongamos – quase sempre – o chamado do Senhor para nós. Quem de pronto também se beneficia nesse nosso retardo é o diabo, que como a origem do nome faz-se compreender, calunia e oprime de forma que duvidemos demais disso, e bem aí onde nós costumamos resistir inúmeras vezes contra Deus: no bolso.
Jesus não diferente de nós foi duramente tentado logo no início de Seu ministério pelo inimigo. Levado pelo Espírito até o deserto logo após ser batizado, cheio do próprio Espírito Santo de Deus, são oferecidas a Ele desde as necessidades mais simples de um ser humano até o poder e as riquezas que vislumbrariam os olhos de qualquer sujeito.
Jesus, contudo não somente é consciente de Sua responsabilidade com o Pai diante do inimigo, mas também muito conciso em repreender Satanás em seus ardis. O inimigo não prevalece sobre palavras, pois Jesus o combate em Espírito e logo é derrotado.
Temos sobre nós também uma responsabilidade diante do Pai. O inimigo de certo não nos deixará realizar a obra sem impor obstáculos. A ele não devemos nada, mas já sabemos que passaremos por lutas, provas e tentações.
O que é oferecido a Jesus na passagem de Mateus nos é oferecido até hoje. As promessas de uma vida financeiramente perfeita têm atraído muitos ao desespero e a ruína da própria vida. A Palavra alerta em I Timóteo 06: 10 sobre o valor indevido dado aos bens terrenos: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos”.
Há ainda Ananias e Safira no Novo Testamento como exemplo de quem se perverteu em não entregar o que lhe pertencia e como conseqüência conheceram a morte inesperada (Atos 05: 01 - 11). Nada do que vemos nesta Terra pertence a alguém se não a Deus. O Senhor é dono de todo ouro, riquezas e poder (Ageu 02:08). Se há algum poder sob domínio de Satanás, este foi entregue por quem se deixou encher o coração.
Investidas das mais diversificadas vão surgir ao longo do caminhar para nos encurvarmos diante de Satanás e suas sutilezas. Com Jesus não foi diferente, ele não O prova em coisas que sabia serem impossíveis para o Cristo nem tão pouco algo de que Ele não estivesse realmente precisando. Tanto é que Jesus logo é alimentado por anjos assim que o inimigo se vai (v. 11).
Como o único propósito do inimigo em nosso sentido é matar, roubar e destruir (João 10:10), tendo muito ou pouco ele não medirá esforços para nos roubar, destruir e matar. Deus não precisa de nossos bens, tão pouco Satanás, que já tem seu dia e hora marcados para o castigo eterno (Isaías 14:15). Deus precisa de servos que O adorem com tudo o que tem, inclusive seus bens materiais. Já o diabo só precisa que você duvide e deixe-o agir em seu coração te conduzindo a muitos tormentos e sofrimentos, abrindo um campo de atuação para que ele e seus demônios atuem sobre outros corações duvidosos.
Não importa o preço que se pague no trabalho com Cristo, estaremos sempre em dívida, pois o sacrifício maior já foi pago. E não há Lei de Oferta e Procura que equiparada com o poder do Senhor naquilo que vemos e conhecemos e principalmente em tudo aquilo que Ele tem para nos dar e não está ao alcance de nossos olhos que possa valer a pena em permuta.
Sigamos no exemplo do apóstolo Paulo que em II Timóteo 04: 07 afirma, “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”, tendo em vista os propósitos de Deus que são maiores e certos de que a maior herança e os maiores tesouros que possamos ambicionar estão reservados para nós no reino dos céus.