sexta-feira, 8 de julho de 2011


Deixa Jesus Crescer!
Filipenses 01: 15 – 18.

Permita que sua mente imagine o seguinte diálogo:

– Irmã Teresinha!

– Olá irmã Cremilsa, a Paz do Senhor!

– A Paz do Senhor minha irmã. E a filharada?!

– ‘Tão bem’ graças a Deus. ‘Tudo’ trabalhando, quem não trabalha, estuda e o melhor: ‘Tão tudo nos caminho’ do Senhor!

– Ah, que bom! Isso é o mais importante. Saúde, muita força de vontade e seguir com Jesus!

– É minha irmã. Só o Geraldo, o meu mais velho, que agora tá me dando uma dorzinha de cabeça, mas não há de ser nada não é?!

– É irmã?! O que sucede?

– O Geraldo depois que casou resolveu mudar de igreja. Criado na (use sua criatividade) desde pequeno decidiu agora ele e a esposa fazer parte de uma igrejinha que abriu ali (use sua criatividade) e tão num tal de levar tudo quanto é tipo de gente para nos cultos deles. A irmã vê: (voz em tom de cochicho) lembra aquele moço alto, um pouco forte que (use sua criatividade) a uns tempos atrás?

– Humm...?!

– Ta lá com eles, disse que aceitou Jesus!

Irmã Cremilsa leva a mão à boca, como que escorando o próprio queixo e continua prestando atenção a conversa com um dos olhos fechados. Postura típica de análise.

– Eu não sei não, ta certo que Jesus curou muita gente ruim antigamente, mas essas igrejinhas que aparecem aí da noite pro dia catando todo tipo de gente e logo me vem um desse daí dizendo que agora é crente. Ah, sabe lá Deus irmã, se um homem desse é convertido mesmo?!

– Humm... irmã Teresa deixa eu ir ali ver aquele legume... Ô irmão Gualberto, bom dia! A Paz do Senhor!

Não é muito difícil nos depararmos com cenários como esses. Jesus é anunciado, o poder do Espírito Santo opera, vidas se rendem e nos finalmentes – onde entra a ação da igreja, corpo de Cristo, um abraço, uma palavra de incentivo, parabéns – a cena é tomada por um misto de incertezas, acomodação e um tradicionalismo maluco.

Na carta de Paulo aos Filipenses, capítulo 01 ele descreve alguns dos sofrimentos pelos quais passava. A prisão, o mais evidente, colabora segundo ele para o progresso de evangelho. Pasme! Ao invés de tristeza por estar acometido ao cárcere ele bendiz a oportunidade por saber que nisso outros em seu lugar anunciariam as boas novas com maior veemência, quase que como por vingança.

É claro, nem tudo são flores. Há os que pregavam por ambição, sem sinceridade, com objetivo de ferir o apóstolo diante do momento. Entretanto, Paulo, numa postura nada formal se expressa: “O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro” (vers. 18 – NVI).

Embora pudesse se chatear com as rixas e rivalidades criadas até então Paulo sabe da urgência de se falar de Jesus Cristo e reconhece que mesmo nessa adversidade ‘a logomarca do seu produto estava sendo divulgada, o benefício era evidente para a sua empresa e a renda poderia chegar até compensar em muito os desgastes gerados’.

Nós, em contrapartida deixamos de crer em abordagens, estratégias, merchandising feitos em nome de Jesus – tá certo, alguns andam exagerando um pouco – pondo em xeque a divina ação do Espírito Santo e nos tornamos juízes de uma obra que é nossa, mas a ação reveladora e o poder de conversão e restauração de vidas pertence ao Espírito Santo de Deus.

Ah, se Jesus estivesse em todo anúncio de supermercado, camiseta, outdoor, propaganda! Estaríamos a passos mais curtos de ver e ouvir que “diante d’Ele todo joelho se dobrará e toda língua confessará: Jesus Cristo é Senhor!”. Deixe Jesus crescer e seja boca de Deus que anuncia este poderoso nome!

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